Resum

O Debate sobre o Atomismo em França na Segunda Metade do Séc. XIX e a Ausência de Debate em Portugal

 

 

 

Ana Carneiro, Professora Auxiliar, Secção de História e Filosofia da Ciência, SACSA, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade  Nova de Lisboa, 2825 Monte de Caparica, Portugal

 

 

 

            A querela em torno do atomismo ocorrida em 1877, na Academia das Ciências de Paris, envolveu duas personagens emblemáticas Marcellin Berthelot e Adolphe Wurtz. Nesta conferência, mais do que concentrar-me no bem conhecido debate, irei analisar duas ordens de questões: a primeira prende-se com o facto dos dois contendores pertenceram a tradições culturais distintas, sendo este facto relevante para compreensão das suas respectivas posições face à teoria química; a segunda respeita à importância dos grupos ou escolas de investigação na afirmação de teorias científicas e, neste caso, do atomismo.

            Tendo em conta estes dois mesmos parâmetros e, ainda, o peso da cultura francesa na cultura e ciência portuguesas, será analisada de que modo as principais escolas portuguesas de ensino superior reagiram ao atomismo.